GRANDES MARCAS: 5 LIÇÕES VALIOSAS PARA VOCÊ SAIR DA BOLHA!

Às vezes, para fazer algo novo, é preciso olhar para fora da caixa – e não para dentro da bolha!

Muitos dos empreendedores digitais que buscam o título de influenciadores por meio de mais autoridade e reconhecimento acabam ficando presos a uma bolha: estratégias de marketing digital, fórmulas prontas, copy, e-mails e mais e-mails.

 

É claro que isso tudo é muito importante! Mas…

 

Será que não está na hora de olhar para algo diferente? Fazer como as grandes marcas fazem? Afinal, olhar somente ao redor do próprio nicho pode limitar muito as nossas atitudes!

 

E nem precisa ir para muito longe! Basta olhar para as bases do marketing e ver o que algumas grandes marcas estão fazendo!

 

Quer ver como? Então confira 5 ensinamentos que as grandes marcas podem oferecer:

1- Pense em resolver os problemas como as grandes marcas

No e-book “Give Consumers What They Want”, de Brian Kim e Ben Plomion”, da GumGum, a executiva de inovação da L’Oréal, Rachel Weiss, é questionada sobre as estratégias da marca para mobile. Ela acaba caindo em uma questão importante: as pessoas não querem mais ter que lidar com tantas pessoas durante o dia. Foi por isso que a marca criou uma estratégia de realidade aumentada que facilita o público a não ter que ir para as lojas físicas e realizar compras pelo celular.

 

Note que a empresa não pensou: “como vender pelo celular”, ou “que conteúdo produzir”. O pensamento foi com base nos “problemas” que o público. Tudo o que a marca faz é tentar resolvê-lo.

Sendo assim:
seja criativo assim como as grandes marcas são

 

2- Veja as plataformas como veículos diferentes

Ainda sobre a “L’Oréal”, Rachel Weiss explica que, em sua empresa, eles não pensam inicialmente na plataforma em que vão anunciar: mobile, desktop, etc. Eles pensam: em que ambientes o mobile pode trazer uma solução que ainda não existe?

 

Após fazer isso, a executiva conta que passa a ver o celular como um veículo diferente. Desta forma, ao escolher as estratégias, ela jamais replica os anúncios ou qualquer outro tipo de ação de uma plataforma para outra. Cada um é usado de uma maneira, para fins diferentes, e por isso, deve ser visto como algo totalmente diferente. Ela até mesmo compara com a maneira como o mercado viu os anúncios em sites no início dos anos 1990: tratavam como se fosse uma extensão da TV, reproduzindo os mesmos conceitos, até aprenderem que não é bem assim.

3- Ser influenciado é diferente de ser impactado

Ser impactado por um anúncio é legal. Mas ser influenciado por pessoas que admiramos é muito melhor. É esse conceito que algumas grandes marcas têm trabalhado.

Seja impactante assim como as grandes marcas

E não é pra menos! No mundo das grandes marcas, os anúncios têm cada vez menos impacto. E quem está dizendo isso são os números:

 

17% dos celulares já possuem algum tipo de ad blocker (bloqueador de anúncios), sendo o número muito maior em desktop;

– E o índice é muito maior se considerar apenas os jovens: 66% deles utilizam em todos os seus aparelhos, de acordo com uma pesquisa da agência Ad Nauseam, mostrada pela Bia Granja na VidCon 2017;

 

É por isso que os influenciadores estão com cada vez mais poder. E é claro que influenciadores não são apenas Youtubers, mas todas as personalidades que exercem influência.

 

E o trabalho com influenciadores deve seguir três regras que formam o chamado “triângulo da influência”:

Bom: escolher um bom influenciador, ou seja, alinhado ao público e à marca;

 

Barato: no sentido positivo da palavra, significa que as parcerias devem ser eficientes ao máximo, com um objetivo específico definido (e sem desvios);

 

Rápido: se a ideia é aproveitar um sentimento, acontecimento ou qualquer necessidade de rapidez, a demora na produção não pode ocorrer, o que contraria a ação das produtoras tradicionais. A produção de vídeos ao vivo é ainda mais importante para redefinir o conceito de “rápido”.

 

4- Olhe para outros universos

Busque por referências fora da bolha. Não se contente com apenas uma referência "óbvia".

Busque por referências fora da bolha. Não se contente com apenas uma referência “óbvia”.

Isso é o que a Addidas pode nos ensinar. A marca alemã voltou a ser a que mais vende calçados nos Estados Unidos, vencendo a Nike pela primeira vez em cerca de 10 anos.

 

Isso se deu graças a uma campanha chamada “O que é ser um superstar?”, que vinculou a marca a dois rappers: Kanye West e Pharrell Williams.

 

O que isso tem de diferente?

 

Até pouco tempo atrás, as marcas de tênis insistiam em se vincular apenas a esportes. A Addidas começou a mudar seu posicionamento e se voltou à construção de narrativas e lifestyle. Mais do que se voltar ao desempenho, como faz a Nike, que sempre se apoia na ideia de ser a melhor para correr, caminhar, etc, a Addidas usa o tênis como plataforma. E os rappers permitiram que a marca criasse um vínculo e uma identificação com o público.

 

5- Deixe o público ter o controle da situação

Ainda segundo a publicação de Brian Kim e Ben Plomion, o público gosta de de ter o controle sobre aquilo que vê. Ninguém quer receber anúncios no meio de um vídeo ou uma playlist, por exemplo. E todos querem ter o poder avisar que um determinado anúncio não é mais necessário.

 

Quer um exemplo? Segundo estes autores, 72,76% dos usuários de smartphones raramente utilizam o sistema de geolocalização associado aos aplicativos. Isso mostra que a ideia de se basear na localidade do usuário pode não ser a melhor das ideias.

 

É por isso que, nessas horas, vale a máxima “o cliente tem sempre razão” – mesmo que ele nem seja cliente.

 

Conclusão:

Agora, você pode chegar a este ponto e pensar: o que eu posso aprender com isso?

 

Basta adaptar tudo para a sua realidade.

 

Pode ser que você sequer possa fazer uma ação focada para mobile (embora já seja possível fazer isso com os anúncios do Facebook). Pode ser que você nem tenha tanta verba para fazer parcerias muito mirabolantes.

 

Mas que tal você olhar para o seu público e pensar em como ajuda-lo antes de refletir sobre qual rede social será utilizada?

 

Que tal se focar naquela ideia básica de conhecer o seu público e entender o que ele realmente quer?

 

Olhe para as pessoas que eles seguem. Olhe para quem os influencia. Procure saber quais grandes marcas que ele segue. Conecte-se com essas pessoas e busque entende-las também.

 

Ao sair da bolha, inspirar-se nos grandes, basta alguma adaptação para os seus moldes de pensar.

 

E depois, é só partir para a ação!