9 ensinamentos da empresária Sônia Hess para ser um melhor empreendedor

O que aprendemos com a empresária Sônia Hess que triplicou a camisaria Dudalina depois de assumir a presidência

Considerada uma das mulheres mais importantes do empresariado brasileiro, Sônia Hess foi presidente da empresa de vestuário Dudalina de 2003 a 2015, transformando-a uma das mais famosas marcas de camisa do país – e a maior camisaria da América Latina. De 2009 a 2013, a empresa cresceu 30%, dando à então comandante do barco o reconhecimento como uma das principais gestoras e empresárias do país.

Hoje, Sônia Hess se dedica a ao grupo Mulheres do Brasil, uma organização sem fins lucrativos, composta por mulheres de vários segmentos que têm o propósito de serem protagonistas na construção de um país melhor, com uma agenda propositiva com planos de ação para um país melhor.

1- Como Sônia Hess diz: “Barriga no balcão”

A atual situação da Dudalina é uma das provas do quanto é importante ter uma presidência que passou pela famosa “barriga no balcão”. Após sua saída da presidência, a marca Dudalina passou a ter controle acionário da Restoque, empresa de varejo dona de marcas como a Le Bis Blanc e John John. De lá pra cá, a empresa Restoque teve problemas: fechou 2016 com 40% de prejuízo (segundo o Valor Econômico), e só se recuperou após realizar cortes e fechar lojas no começo de 2017 (segundo a Gazeta do Povo).

O que Sonia Hess ensina é o quanto a experiência pessoal e a paixão pela venda são características fundamentais para se obter sucesso.

 

2- Experiência fora da empresa

Antes de trabalhar na empresa da família, criada por seus pais (seu Duda e dona Adelina), Sônia passou muitos anos trabalhando em outros lugares. Após estudar costura na Espanha, ela foi chamada para trabalhar em uma empresa na cidade de Montes Claros. Somente após acumular alguma experiência que ela voltou. “Sair da caixinha” e somar experiências variadas é sempre positivo para os negócios.

 

3- Influência das mulheres

Ao conhecer a história da empreendedora, vemos que sua história é de origem feminina. Não foi seu pai quem empreendeu. Ele era “trabalhador”, e quem realmente começou a fazer camisas e reaproveitar tecidos foi sua mãe. É muito importante seguir pessoas que nos inspiram e nos servem de mentores. A frase da dona Adelina que marcou a vida de Sônia é especificamente inspiradora: “Filha, eu só vou voltar para casa quando vender a última camisa”.

 

4- Propósito

Com sucesso alcançado e sua missão cumprida na empresa, Sonia poderia passar a se dedicar inteiramente à família e se aposentar, mas não fez isso. Hoje, ela se dedica a promover a cultura do empreendedorismo e reforçar cada vez mais o papel da mulher na sociedade com o grupo Mulheres do Brasil (do qual também faz parte a empresária Luiza Trajano). Isso significa que ela tem um propósito!

 

5- Valorizar o ser humano

Em 2008, quando presidia a Dudalina, Sônia Hess ajudou quem precisava. O estado sofreu com uma série de enchentes de enorme proporção que deixaram milhares de desabrigados e uma situação de calamidade. A fábrica da Dudalina na cidade de Luiz Alves, que possuía seus próprios geradores, deixou de funcionar para que o Hospital da cidade tivesse energia. Ao ser questionada sobre o “prejuízo”, a empresária é categórica em dizer que não existe prejuízo, porque ajudar a salvas vidas traz apenas lucro humano. Segundo o jornal Estadão, a família Hess também ofereceu uma propriedade na cidade para funcionar como base do exército para as operações de resgate, e também de abrigo para as pessoas que perderam suas casas.

 

6- Passou por todas as áreas

Quando voltou a trabalhar na empresa da família, em 1984, Sônia passou por todas as áreas. Fica o ensinamento para que grandes empreendedores tenham conhecimento de tudo o que acontece na empresa.

7- No meio dos funcionários

Em entrevistas, a empresária explica que nunca teve sala de diretoria ou presidência, pois sentia a necessidade de ficar com o restante da empresa. Também critica as empresas com “restaurante para a diretoria” e diz que todos devem ser tratados com igualdade.

 

8- Sem medo de errar

Nas entrevistas que já concedeu, Sônia conta que errou demais. Segundo ela, tudo o que ela acertou não foi por ter tido ideias certeiras, mas por tentar muito e errar. O que podemos aprender com isso? Tente! Tente muito! Você vai errar, mas uma hora acerta!

 

9- Ouvir mais e falar menos

Por fim, vale sempre prestar atenção quando grandes empresários falam da importância de ouvir. Ouvir os funcionários, a equipe e os clientes. Fale menos e ouça mais. E depois, fale menos e faça mais!

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