Você está realmente pronto para ser um formador de opinião?

Hoje, graças à internet, o poder de influência não está mais restrito somente à classe artística, políticos e mídia. Novos formadores de opinião surgem diariamente, criando comunidades de fãs que pensam e agem de acordo com o que o líder ensina – e mais – vivendo como ele vive.

 

Por um lado, esse “fenômeno” é incrível. Hoje, temos muito mais opções para escolher quem realmente nos representa, não precisamos ficar presos a este ou aquele modelo. Por outro, muitas vezes esses novos formadores de opinião não fazem ideia da responsabilidade que têm ao se tornarem pessoas públicas.

 

Eu enxergo duas consequências graves, uma para os formadores de opinião e outra para a própria sociedade.

 

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Primeiro problema: Essa falta de conhecimento está gerando um grande número de crises de imagem que começa na internet e extrapola para outros canais de mídia mais influentes, como a imprensa, por exemplo. Várias personalidades estão sendo questionadas por grupos antirracismo, contra relacionamentos abusivos, feministas, contra maus tratos em animais, entre outros. Esses formadores de opinião não têm ideia de como se proteger desse tipo de julgamento e sabem pouco ou quase nada sobre o que fazer para lidar com uma crise de imagem desse porte.

 

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Segundo problema: Muitos desses novos formadores falam abertamente suas opiniões sobre tudo, sem pensar nas consequências. Batem no peito para defender o “eu penso assim mesmo, e se não gostou não me siga” e não percebem que são responsáveis pelo tipo de sociedade que estão criando. E então, vemos adolescentes desenvolvendo bulimia e anorexia, entre outros distúrbios alimentares, grupos propagando violência política sem o menor embasamento e informação, entre tantas outras consequências para uma sociedade que pede e implora para ser influenciada, representada e para “pertencer”, sem muitas vezes ter capacidade e consciência para analisar criticamente suas escolhas.

 

A pergunta que trago para você, novo formador de opinião, é:

 

Que tipo de influência você quer exercer?

 

Fique atento: se você tem uma base de seguidores e fãs, seja ela qual for, você já é uma pessoa pública. O que você está levando a sua pequena sociedade a pensar? Que comportamentos você está desenvolvendo e estimulando este grupo a ter? Que atitudes eles vão tomar a partir das suas ideias e qual a consequência de tudo isso para toda a sociedade?

 

Essas pessoas que batem no peito e falam o que querem se consideram verdadeiras, doa a quem doer, mas essa atitude pode ter outra origem. Quem fala o que quer sempre, sem medir a palavras e a forma de dizer, é um distraído, inconsequente, ou inocente demais.

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Mais do que o que você diz, como você vive também passa a mudar o mundo ao seu redor. Está se tornando ou já é uma pessoa pública? Então melhore-se. Seja o exemplo vivo daquilo que você quer ver realizado.

 

Sabe o que tudo isso tem a ver com o que eu faço? É assim que se constrói uma reputação inabalável: importando-se com as pessoas, não sendo só uma vitrine vazia das suas próprias opiniões sem medir consequências.

 

O mundo implora por formadores de opiniões capazes de transformar a sociedade para melhor. Seja um deles.

 

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